close

Welcome aboard to the our video site for sailors. We are being constantly blasted by scammers and pirates, so registration is  invite only


contact@sailorsahoy.com with "Invite". No spam, no newsletters. Just a free account

Susunod

Todo paraíso vira rotina (até esse do Caribe) | #SAL #428

324 Mga view· 02/08/26
hashtagsal
hashtagsal (@hashtagsal)
Mga subscriber
0

Existe um lugar perfeito pra ficar pra sempre? Ayres e Carol saíram do Brasil há três anos. Passaram um ano e meio no Caribe sem mercado, sem cidade, sem nada — e hoje estão ancorados nas Ilhas Baleares, num veleiro de 54 pés com bandeira estrangeira. Nesta conversa eles contam quanto custa viver assim, mesmo em euro, por que trocaram de barco e de bandeira, e por que nenhum paraíso continua sendo paraíso pra sempre. Eles brincam que deram um salto de dois mil anos. Em Guna Yala a carne chegava de lancha, às vezes com areia, e o frango vinha inteiro, com cabeça e pés. Hoje ancoram diante de centros históricos, catedrais e ruínas, com loja náutica e ferragem ali do lado. Só que, como o Ayres resume, na Europa tem tudo. E esse tudo ocupa o espaço do nada. Dois meses depois de chegar, ele já estava com saudade de uma praia deserta na Colômbia. A conversa desce pra parte prática que quase ninguém detalha. Quanto sai uma diária de marina nas Baleares na alta temporada. Por que eles vivem na âncora e por que isso é mais difícil do que parece: a posidônia protegida no fundo, a multa, os barcos de charter ancorando errado em cima de você, os cem botes empilhados em cinco fileiras em Port de Sóller. Como é fazer compra em euro comparado a São Paulo. Quanto custa manter um barco maior. E a conta que muda tudo: receber hóspedes a bordo. Tem também a decisão que gerou isso. Eles venderam um barco de bandeira brasileira e compraram um maior pelo mesmo valor lá fora, sem carregar o imposto do Brasil junto. O Ayres olhou todos os exemplares daquele modelo disponíveis no mundo. Chegou a ver um em Fiji e recusou, porque teria pulado a travessia do Pacífico e a Polinésia inteira. Deu um passo atrás na volta ao mundo de propósito. E ganhou algo que o barco anterior não tinha: seguro. No meio do episódio aparece uma história de outro filme. Numa ancoragem em Natal, uma amiga sul-africana olhou pra um veleiro sem nome ao lado e disse que reconhecia aquele barco. Era um barco roubado na Croácia um ano antes, descaracterizado. Do jeito que a noite terminou, com uma visita inesperada trazendo vinho e chocolate que ninguém teve coragem de aceitar, é melhor você ouvir deles. E no fim fica outra coisa. Quando soltaram as amarras, três anos atrás, levaram junto três medos: o dinheiro, a família longe e os amigos que ficariam pra trás. Quase todo mundo que sonha com essa vida conhece esses três. Eles contam o que aconteceu com cada um, e a Carol resume a coragem inteira numa frase: assumi a culpa, assumi a responsabilidade e fiz o que eu desejava. A ciência deu nome pro incômodo que atravessa o episódio: adaptação hedônica. Qualquer lugar, até o paraíso, uma hora vira rotina. Ou talvez não importe tanto o lugar. Importe a viagem. ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ APOIE O HASHTAG SAL Este canal é independente e sustentado por quem assiste. Com o valor de um café você ajuda muito, e ainda entra no nosso grupo de apoiadores no WhatsApp. https://apoia.se/hashtagsal SAILING NABOA Canal do Ayres e da Carol: @SailingNaboa ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ CAPÍTULOS 00:00 Existe um lugar perfeito pra ficar pra sempre? 00:39 Ayres e Carol, do Sailing Naboa, de volta ao canal 01:20 Um ano e meio sem mercado, sem cidade, sem nada 02:19 As dificuldades que ninguém conta de velejar na Europa 05:33 Port de Sóller: cem botes empilhados em cinco fileiras 06:30 Na Europa tem tudo, e esse tudo ocupa o espaço do nada 09:02 Posidônia: por que ancorar nas Baleares pode dar multa 11:21 Adaptação hedônica: por que até o paraíso vira rotina 12:29 Quanto custa viver num veleiro no Mediterrâneo 14:15 Carne, peixe e a logística roots de San Blas 15:56 Manutenção, peças e mão de obra fora do Brasil 18:09 Como escolheram o Jeanneau 54 19:24 Por que trocaram o barco de bandeira brasileira 19:58 Um barco maior por segurança, e por causa do enjoo 20:36 A busca mundial: Estados Unidos, Caribe, Indonésia, Fiji 22:04 Trabalhar a bordo: charter, hóspedes e a conta que fecha 24:34 O medo do Pacífico e os planos até a Polinésia 26:57 Um casal dá conta de um 54 pés? 28:55 Seguro: o que muda com a bandeira estrangeira 29:33 Carol e as travessias que ela não gosta 31:41 Não sei como a gente vai voltar a morar em terra 35:03 O barco roubado na Croácia que apareceu no Brasil 36:51 O vinho, o chocolate e a operação da polícia 38:55 Os três medos de quem solta as amarras 41:15 Assumi a culpa e fiz o que eu desejava 45:42 Viver é descer um rio ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ #SAL #HashtagSal #SAL428 #vela #veleiro #navegacao #SailingNaboa #Mediterraneo #Baleares #Mallorca #Caribe #VidaABordo

Magpakita ng higit pa

 0 Mga komento sort   Pagbukud-bukurin Ayon


Susunod