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1,238 Views · 3 days ago

▶ Assista ao episódio #74 completo: https://youtu.be/-RkcEMWrTMo ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ Uma noite de rajadas de 40 nós em Paranaguá e uma febre de 39 graus não pareciam o melhor começo para uma velejada, mas o destino tinha outros planos. Em Antonina, no litoral curto e surpreendente do Paraná, me deparei com algo que não se vê todo dia: uma regata de botes de apoio de fibra, organizada por pessoas incríveis do Clube Náutico de Antonina. Lá, conheci o Marcelo e o Basílio, comodoro do clube e chefe do grupo de escoteiros do mar local. E foi através deles que descobri a alma do lugar: um projeto social que, há três anos, usa a vela como ferramenta de educação e desenvolvimento para as crianças da cidade. Com barcos doados e a filosofia de que "qualquer coisa que flutue", eles criaram uma flotilha única. Mais do que ensinar a velejar, o projeto ensina responsabilidade. Cada dupla de crianças cuida do seu próprio barco, desde a manutenção até a navegação. É um contato direto e genuíno com o mar, onde aprendem na prática que velejar "não é só colocar o barco na água e sair". A paixão e a maturidade desses jovens velejadores, que já entendem a adrenalina e a complexidade do esporte, são um sopro de esperança para o futuro da vela no Brasil. Uma lição que encontrei por acaso, movido por uma regata de botes e uma febre persistente. ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ 📲 Siga o Hashtag Sal: Instagram: @hashtagsal_oficial 🔔 Inscreva-se no canal e ative o sininho pra acompanhar os próximos episódios. #EscoteirosDoMar #Antonina #ProjetoSocial #HashtagSal #Cortes #Vela #Veleiro

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433 Views · 6 days ago

om e Carol saíram de Itajaí, no litoral de Santa Catarina, e subiram a costa brasileira até Recife. Moram a bordo do veleiro Brutus e contam a viagem no canal deles, o SV CAU. Eu encontrei os dois no Cabanga Iate Clube, poucos dias antes da largada da 37ª Refeno, quando centenas de velejadores se juntam na cidade depois de percorrer a costa. Antes do mar vieram outras vidas. Ele voava e cuidava da própria manutenção, saltou de asa-delta e rodou o país de moto — os dois rodaram, cada um na sua. Ela trabalhava numa companhia aérea e queria ser aeromoça, mas a turma de formação nunca abria. Se conheceram por causa de um currículo entregue num hotel que ainda era obra, casaram no mesmo ano e estão juntos desde então. Nesta conversa a gente fala de quanto é preciso para viver bem a bordo: quantos litros de água por dia, quanto custa o mês, quanto tempo de trabalho ainda sobra no meio disso. Falamos também do que a vida no barco fez com os dois — o que mudou no jeito de resolver problema, o que mudou na relação, e o que mudou neles. E no fim eu volto a uma ideia que venho ruminando há um tempo: a diferença entre a felicidade de ter cada vez mais e a felicidade de ter o suficiente. 🔗 Canal do Tom e da Carol: https://www.youtube.com/@Svcau Instagram do #SAL: @hashtagsal_oficial ⛵ O #SAL é mantido por quem assiste. Se você quiser ajudar a manter o canal independente, o apoio fica em https://apoia.se/hashtagsal #SAL #HashtagSal #SAL435 #vela #veleiro #navegacao #vidaabordo #svcau #refeno #recife #morarnoveleiro #casalvelejador

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156 Views · 11 days ago

Às vezes, a doença de um rio se disfarça de beleza. Uma reflexão sobre as águas claras do Rio São Francisco e a história mais complexa que elas escondem. #Shorts #RioSãoFrancisco #Filosofia #HashtagSal

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209 Views · 12 days ago

O físico Paulo Andrade conta como uma viagem de três dias pelo Rio São Francisco em 1998 definiu onde ele viveria. Uma história sobre o Velho Chico e a canoa de tolda Luzitânia. #Shorts #RioSãoFrancisco #Navegação #Veleiro #HashtagSal

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407 Views · 13 days ago

Hannah Arendt dizia que os dois problemas da ação humana são a irreversibilidade e a imprevisibilidade: não existe tecla undo no mundo real, e ninguém sabe o que vem. Ela apontava um remédio para cada um dos dois. Este episódio é sobre encontrar os dois no mar, num intervalo de pouco mais de um dia. Saí da Barra de São Miguel, em Alagoas, sozinho, rumo ao Recife. Entre 20 e 30 horas de velejada, uma noite só, dormindo em cochilos. Era para ser um ensaio da Refeno: condições parecidas, de través, mesmo bordo, com os dados do Balanço sendo gravados para montar a curva polar do barco. A noite correu limpa, com lua no mar até as duas e meia da manhã. O problema chegou junto com o sol. Também é o último trecho tranquilo dessa subida. Daqui para o norte a corrente muda a conta e a viagem de volta deixa de ser simples. É possível, só para de ser fácil. Isso mexeu comigo mais do que eu esperava e me deixou pensando, no meio do mar, no que é conforto de verdade. Se não é o macio, o colchão de mola e o chuveiro quente, então é o quê? Antes de partir eu ainda estava conhecendo a Barra de São Miguel: uma cidade de pouco menos de oito mil habitantes, colada em Maceió, com mercado, farmácia e uma praia vazia a poucos passos da praia cheia. E um trawler encalhado na areia, bem amarrado, com as janelas abertas para tomar ar e um produto de limpeza numa delas. Eu não sei a história dele. Fiquei imaginando. O que eu trouxe de volta cabe em duas palavras, e nenhuma das duas é planejamento: promessa e perdão. A gente não se move de realização em realização, se move de promessa em promessa. E o que já aconteceu não volta atrás nem cobrando todo dia. Sobre a Refeno: é a Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha, organizada pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco, 300 milhas náuticas até o arquipélago. Na edição anterior foram cem barcos inscritos. Eu não vou para ganhar: o Balanço está pesado demais para isso. Sobre a Arendt: os dois remédios, perdoar e prometer, estão em A Condição Humana, no capítulo sobre a ação. ⚓ Capítulos 00:00 O que não se desfaz e o que não se prevê 01:03 O trawler encalhado na areia 01:42 Daqui pra frente, voltar deixa de ser fácil 03:10 A Odisseia e achar o seu lugar no mundo 04:15 Abençoado, o nome do barco 04:57 Existe vida perfeita sem batalhas para vencer? 06:04 A batalha que eu escolhi 06:25 A praia vazia e o som das ondas 07:13 O protetor de ouvido da Bela Vista 09:04 A conta do tempo que eu não distribuí 10:32 O perdão e a promessa 12:10 A cidade pequena que tem tudo 12:52 A hora de partir da Barra 13:22 Uma pré-Refeno: 20 a 30 horas sozinho 15:20 Quer promessa maior do que um barco? 15:59 Sozinho na barra de pedra 18:31 Os primeiros nós rumo ao Recife 21:20 Afinal, o que é conforto? 22:13 A noite, e a lua até as duas e meia 22:28 O piloto automático para no amanhecer 23:24 Pôr em capa: parar o barco no meio do mar 25:01 O sonho de ter dois pilotos montados 26:37 Talvez conforto seja só um encaixe 27:45 Os prédios do Recife no horizonte 29:13 O que eu trouxe dessa travessia 📍 Barra de São Miguel, Alagoas, ao Recife, Pernambuco - travessia solo ⛵ O #SAL existe por causa de quem apoia: apoia.se/hashtagsal Apoiando, você entra no grupo de apoiadores e no clube de vantagens, com desconto em lojas, cursos e passeios de vela. 🔗 Instagram: @hashtagsal_oficial 🔗 Acompanhe o Balanço quase em tempo real: hashtagsal.com.br/balanco #SAL #HashtagSal #SAL434 #vela #veleiro #navegacao #Refeno #Recife #BarraDeSaoMiguel #Alagoas #TravessiaSolo #vidaabordo

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309 Views · 14 days ago

Antes dos motores a vapor, canoas de 25 metros com 3 mastros navegavam nos rios do Brasil. Uma breve história da vela nacional. #Shorts #HistóriaNaval #CanoadeTolda #HashtagSal #Vela

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655 Views · 15 days ago

A partir de 1960, uma decisão política mudou o Brasil: trocar rios e ferrovias por asfalto. Um caminho na contramão de potências como China e EUA. #Shorts #HashtagSal #Navegação #Brasil #História

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562 Views · 16 days ago

A história da Luziânia, a última canoa de tolda, que foi salva de virar cinzas e hoje é patrimônio histórico. Uma reforma que durou 4 anos e resgatou uma tradição centenária. #Shorts #HashtagSal #CanoaDeTolda #Navegação

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194 Views · 17 days ago

A saga de 4 anos para reconstruir uma canoa tradicional do Rio São Francisco, com Mestre Nivaldo. #Shorts #HashtagSal #VelaTradicional #RioSaoFrancisco #Navegação

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336 Views · 18 days ago

A 'vela submarina' era uma técnica engenhosa para descer o rio. Mas o verdadeiro desafio das canoas de toldo era outro: subir contra o vento. #Shorts #HashtagSal #Vela #Navegação #HistóriaNaval

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717 Views · 20 days ago

O jeito de navegar as antigas canoas de toldo, com seu leme peculiar e capacidade para águas rasas, foi fundamental para desenhar a geografia de muitas cidades brasileiras. #Shorts #CanoaDeToldo #Navegação #HistóriaDoBrasil #HashtagSal

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330 Views · 20 days ago

Faça o curso da AUVP e vá de zero a investidor em 8 semanas: https://sard.ink/AUVPHashtagSal35 Saí de Maceió às 5h18 para voltar umas três horas pela costa e entrar numa barra que eu tinha pulado na subida. Há cinco anos eu sigo uma regra que ninguém me obrigou a criar: nunca voltar para trás, sempre para o norte. Quebrei ela por causa deste lugar. A Barra de São Miguel é uma muralha de recifes com uma única passagem, e do outro lado uma lagoa que é um paraíso pequeno: areia branca, coqueiro, um pouco de mangue e uma cidade tranquila. Entrei com o André, prático da região, e com o Zezeco, dono da marina, que veio junto e ainda gravou o Balanço de fora. Não teve drama: "Com a ajuda certa é fácil". Depois fui de bote conhecer o resto. As dunas que só existem na maré baixa. As piscinas naturais sobre o arenito, onde a rocha segura a água que o mar levou embora e prende bicho ali por algumas horas. E a Praia do Gunga, lotada todo dia, que nem fica na Barra de São Miguel — fica no município vizinho, Roteiro. Foi lá que apareceu a pergunta que não me largou. A poucos metros da praia cheia tem uma praia igual, vazia. Sem cerca, sem cobrança, sem impedimento nenhum. Ninguém proibiu ninguém de ir. Mesmo assim quase todo mundo desce no mesmo pedaço de areia. Este episódio é sobre as regras que a gente cumpre sem ser obrigado. As da lua, que ninguém contesta porque a punição é certa. E as que a gente inventa para si mesmo, cuja punição é difusa — e que talvez por isso definam mais quem a gente é. Os recifes daqui têm uns sete mil anos. Já existiam cidades em outras partes do mundo quando eles começaram a se formar. Para uma pedra, isso é praticamente ontem. Sobre a idade: as datações publicadas dessas rochas praiais são de Recife (7.310 ± 60 e 5.805 ± 40 anos AP). Mesma formação e mesmo tipo de arenito, mas não achei datação específica da linha da Barra de São Miguel. ⚓ Capítulos 00:00 5h18, saindo de Maceió 01:23 A regra que eu quebrei 02:04 Por que eu pulei a Barra de São Miguel 03:08 O prático, a maré e os segredos da barra 05:27 A muralha de recifes e a única passagem 06:37 A entrada, com o André e o Zezeco 07:23 O canal entre o recife e a praia 08:07 Lagoa do Roteiro, um paraíso pequeno 09:22 Chegando na marina 11:53 O que se ganha e o que se perde numa marina 13:49 De bote pela lagoa 14:57 As dunas, a maré e a lua que manda no horário 16:05 As piscinas naturais e o arenito de praia 18:12 Um aquário que se monta duas vezes por dia 18:44 Oito bilhões de pessoas, os mesmos recursos 20:07 A Praia do Gunga 21:38 O mistério da praia vazia ao lado 22:34 Que regra dá pra mudar? 25:30 Legislador ou juiz? 📍 Barra de São Miguel e Roteiro, Alagoas — Lagoa do Roteiro ⛵ O #SAL existe por causa de quem apoia: apoia.se/hashtagsal Apoiando, você entra no grupo de apoiadores e no clube de vantagens, com desconto em lojas, cursos e passeios de vela. 🔗 Instagram: @hashtagsal_oficial #SAL #HashtagSal #SAL433 #vela #veleiro #navegacao #BarraDeSaoMiguel #Alagoas #LagoaDoRoteiro #PraiaDoGunga #PiscinasNaturais #vidaabordo

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420 Views · 21 days ago

Uma réplica de uma canoa de tolda histórica do Rio São Francisco custaria hoje entre 200 e 300 mil reais. Seria uma forma de manter viva a história e impulsionar o turismo local. #CanoaDeTolda #RioSaoFrancisco #Navegação #Shorts #HashtagSal

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232 Views · 22 days ago

Uma lição sobre tempo e paciência vinda da canoa Tola. No Rio São Francisco, não é o navegador quem dita o ritmo, mas o vento e, principalmente, o próprio rio. #Shorts #RioSãoFrancisco #Vela #Navegação #HashtagSal

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949 Views · 23 days ago

▶ Assista ao episódio #70] completo: https://youtu.be/_S1UFmMHtKI ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ Júnior era "garoto de programa" — um programador de sistemas, na verdade. Sua companheira, cabeleireira. A vida deles era em terra firme até uma noite na Ilha do Mel, quando a ideia de morar num barco surgiu quase como uma brincadeira. A partir dali, a semente estava plantada e a busca por uma nova casa flutuante começou. A primeira dúvida: escuna ou veleiro? Para Júnior, a resposta veio do bolso. Ao calcular o custo do diesel para uma viagem de Paranaguá a Angra, a conclusão foi rápida. Como ele mesmo disse, com um cálculo de pão-duro, ele percebeu que "um veleiro é uma grande opção", afinal, ele vai no vento. A economia falou mais alto e o sonho ganhou uma vela. Mas a busca por um veleiro pronto esbarrou em dois problemas clássicos: o orçamento baixo e a altura de Júnior, que não se encaixava nos barcos que encontravam. A solução? Uma que parecia loucura: construir o próprio veleiro. Inspirados por um blog, e com a experiência prévia de ter construído apenas um galinheiro torto, eles mergulharam no projeto de uma vida. Essa filosofia de fazer com as próprias mãos se estende para a tecnologia a bordo. Em vez de comprar um chartplotter caro, Júnior montou o seu próprio sistema usando um Raspberry Pi, um pequeno computador que roda todas as cartas náuticas, GPS, AIS e profundímetro, compartilhando tudo via Wi-Fi com um tablet no cockpit. Uma prova de que, para eles, o caminho é tão importante quanto o destino. ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ 📲 Siga o Hashtag Sal: Instagram: @hashtagsal_oficial 🔔 Inscreva-se no canal e ative o sininho pra acompanhar os próximos episódios. #ConstrucaoAmadora #VeleiroDIY #VidaABordo #Cortes #HashtagSal #Vela #Veleiro

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500 Views · 23 days ago

Na foz do São Francisco, um farol curvado testemunha o poder de um novo senhor: a usina de Xingó. A areia que o rio não traz mais, o mar cobra de volta. #Shorts #RioSãoFrancisco #Xingó #Veleiro #HashtagSal

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350 Views · 27 days ago

Faça o curso da AUVP e vá de zero a investidor em 8 semanas: https://sard.ink/AUVPHashtagSal34 Cheguei em Maceió depois de dois meses subindo o Rio São Francisco e outros nove anos pela costa brasileira ao sul daqui. Apoitei o Balanço em frente à Federação de Vela e Motor, ao lado do Mercado do Peixe, e passei alguns dias conhecendo a cidade a pé. A caminhada vai da orla de Pajuçara até o centro histórico. O farol da Ponta Verde, inaugurado em 1922 com luz a gás acetileno e eletrificado só em 1986. O Marco dos Corais, um píer com passarela de metal e vidro dentro da APA Costa dos Corais, a maior unidade de conservação marinha costeira do Brasil, criada em 1997 e ampliada em 2025 para 495 mil hectares. Centenas de jangadas prontas em terra e nenhuma na água, e a história da palavra, que veio do sul da Índia mas descreve um barco que os indígenas daqui já faziam. O Teatro Deodoro, construído entre 1905 e 1910, com uma orquestra ensaiando no prédio ao lado. A Catedral Nossa Senhora dos Prazeres, de 1859, no lugar onde a cidade começou. Também passo pela avenida de onde se vê o que restou de cinco bairros que Maceió perdeu há oito anos, quando o chão começou a afundar e as rachaduras nos prédios ficaram sérias demais. Cerca de 60 mil pessoas deixaram suas casas. Cientistas alemães constataram depois que a região vinha afundando por volta de 10 centímetros por ano desde 2004. A causa foi a forma como foi feita a mineração de salgema pela Braskem, que pagou em média 200 mil reais de indenização por casa e hoje é dona do terreno. Gente do mercado estima esse terreno em algo perto de 40 bilhões de reais, mas é uma estimativa, não um valor oficial. No meio de tudo isso, uma conversa sobre o quanto planejar e o quanto deixar em aberto. Ela começa na poita que segura o barco: o peso da corrente no fundo forma uma curva no cabo, chamada catenária, e é justamente essa folga que absorve os impactos. Em Florianópolis, alguns anos atrás, a maré subiu mais do que o normal, o cabo das poitas ficou curto e uns dez barcos foram parar na praia no mesmo dia. Falo dos saltos que dei sem ter todas as respostas antes, do que segurei por tempo demais, e de Alagoas, que deu ao Brasil seus dois primeiros presidentes, o maior e mais duradouro quilombo da nossa história, o Aurélio, Graciliano Ramos, Ledo Ivo e Djavan. ⚓ CAPÍTULOS 00:00 Cheguei em Maceió 00:34 A poita, o cabo e os dez barcos na praia 01:06 A Federação de Vela e Motor: quem me recebeu aqui 01:26 A pé pela orla de Pajuçara 02:35 O salto que me trouxe até aqui 02:59 O farol da Ponta Verde 03:25 Marco dos Corais e a APA Costa dos Corais 04:49 Visitei na maré errada 05:35 Bagé, o emprego, o barco: os saltos que me definiram 06:36 Catenária: a folga é a força da amarra 07:39 O que eu segurei por tempo demais 08:53 A minha lista de apegos 11:10 Café tomado, de volta à cidade 12:38 De onde vem a palavra jangada 13:04 Centenas de jangadas prontas e nenhuma na água 13:40 A roda gigante de 42 metros 14:32 A vida que passa pela agenda 14:55 Uma ode ao acaso 15:34 Planejar demais também mata sonho 16:57 Praça Deodoro: os dois primeiros presidentes do Brasil 17:17 O Teatro Deodoro e uma orquestra ensaiando 18:40 O carnaval que as regras enfraqueceram 19:26 A organização é que compra o direito de soltar 19:50 O que eu planejo e o que eu solto 20:39 A Catedral e o engenho que deu nome à cidade 21:34 Os cinco bairros que afundaram 22:26 O Palácio dos Martírios 24:00 Alagoas é maior do que o seu tamanho 25:10 Quanta liberdade você aguenta? 26:27 Apoie o #SAL 📍 Maceió, Alagoas. O Balanço apoitado em frente à Federação de Vela e Motor, praia de Pajuçara. ⛵ Apoie o canal: https://apoia.se/hashtagsal 🔗 Instagram: @hashtagsal_oficial #SAL #HashtagSal #SAL432 #vela #veleiro #navegacao #Maceio #Alagoas #jangada #Pajucara #costabrasileira #vidaabordo

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2,654 Views · 29 days ago

▶ Assista ao episódio #69 completo: https://youtu.be/uTYVFlplB9M ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ Depois de meses de preparação em Viña del Mar, no Chile, finalmente partimos para a grande travessia do Pacífico. Mas a transição da terra firme para o balanço do oceano nunca é simples. As primeiras 24 horas testam o corpo e a mente, com o barco andando a lentos 3.4 nós, a primeira noite mal dormida e o enjoo batendo à porta. Para uma jornada como essa, a preparação técnica é tudo. Nosso sistema de sobrevivência incluía dois dessalinizadores manuais — um equipamento cansativo que produz 6 litros de água por hora de bombeamento — painéis solares flexíveis, um dínamo de popa para gerar energia e redundância em tudo: dois rádios, dois GPS e um localizador Inmarsat que enviava nossa posição a cada três horas. Com a costa do Chile desaparecendo no horizonte, a nova rotina se impõe. Entre as tentativas de pescaria e as refeições de comida liofilizada, que o Igor Belli apelidou de "Cuisine du Soleil", vamos encontrando nosso ritmo. A adaptação é o primeiro e talvez o maior desafio de uma viagem que nos levaria até a Austrália. ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ 📲 Siga o Hashtag Sal: Instagram: @hashtagsal_oficial 🔔 Inscreva-se no canal e ative o sininho pra acompanhar os próximos episódios. #TravessiaPacífico #VidaABordo #VeleiroOceânico #Cortes #HashtagSal #Vela #Veleiro

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733 Views · 1 month ago

▶ Assista ao episódio #68 completo: https://youtu.be/pBgHftPRYGM ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ Navegar na Patagônia é como "jogar xadrez com o vento". É preciso dosar a ânsia de partir com a sabedoria de esperar. Neste trecho da expedição Rota Austral, o desafio não era apenas dobrar o Cabo Horn, mas sobreviver a uma jornada de 50 dias desde Puerto Montt, no Chile, onde 45 deles foram debaixo de chuva, neblina e frio. A bordo dos pequenos Hobie Cats Samba e Guru, a equipe de quatro velejadores, incluindo o fotógrafo Guga von Schmidt, enfrentou condições extremas: trechos de 20 dias sem encontrar ninguém, noites com 3 graus dentro da barraca, e a luta constante para manter equipamentos eletrônicos secos para transmitir os diários de bordo. Era uma logística diária de avançar quando o tempo permitia e ficar quieto quando a meteorologia, informada pela Marinha Chilena, previa ventos de 50 nós. Mais do que um teste de habilidade náutica, a Rota Austral foi um teste de resiliência e harmonia de equipe. Uma das regras de ouro era clara: "nunca era três contra um". Se apenas uma pessoa achasse arriscado partir, a decisão mais conservadora prevalecia. Era a voz da prudência garantindo a segurança de todos em um dos lugares mais inóspitos e imprevisíveis do planeta. ━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━ 📲 Siga o Hashtag Sal: Instagram: @hashtagsal_oficial 🔔 Inscreva-se no canal e ative o sininho pra acompanhar os próximos episódios. #RotaAustral #Patagonia #VelaExtrema #HobieCat #HashtagSal #Veleiro #Cortes

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213 Views · 1 month ago

Rajadas acima de 60 nós varreram o canal de Ilhabela durante a Semana de Vela, com cerca de 130 barcos de três países na água. Veleiros foram parar na praia, outros afundaram na própria poita, e algumas pessoas perderam a casa e o sustento ao mesmo tempo — porque a casa e o sustento eram o barco. Um pescador morreu em São Sebastião, e outras pessoas morreram no mar, no Rio de Janeiro. O vento não foi o mais forte já medido ali. Em 2019 a defesa civil registrou 123 km/h nesse mesmo canal. Ainda assim, quem viu os dois diz que este foi pior — e o motivo tem menos a ver com a força do vento do que com o que entrou junto com ele. Nesta conversa, o Gabriel conta o que fez quando soube que o Touché tinha soltado: correu pelo píer, saiu num bote em plena rajada, pulou no mar e nadou até o próprio veleiro encalhado na areia. E conta o que veio depois, que é a parte que ninguém filma — a água subindo por dentro, a aposta de ligar o motor com as baterias submersas, o diagnóstico da quilha, a gaze de primeiros socorros virando calafetagem, a cinta de carga abraçando o casco para o lastro não cair, e a agenda inteira de trabalho perdida. Também falamos do que veio junto com o prejuízo: os comentários chamando de milionário quem estava tentando salvar a própria casa. E de uma pergunta que sobra depois que o vento passa — se uma cidade que se apresenta como capital da vela tem alguma responsabilidade por proteger os barcos que ancoram nela. Sobre a mecânica do temporal, o episódio traz a leitura do meteorologista Ernani Nascimento, referência em tempestades severas no Brasil: o inédito não foi a intensidade, foi a forma como esse vento se organizou. Se você quiser ajudar quem perdeu barco, casa ou trabalho nesses dias, os links das vaquinhas estão aqui: Veleiro Touchê https://www.vakinha.com.br/vaquinha/reforma-do-touche Veleiro Fúria Via PIX pela chave (12) 99634-7354 Pescador Joel Dos Santos Via PIX pela chave 12 99649 2008 E a mensagem final continua a mesma: cuide-se, e sempre olhe a previsão do tempo. ⚓ CAPÍTULOS 0:00 O temporal que varreu o canal de Ilhabela 0:51 Por que o fenômeno foi classificado como inédito 1:20 Gabriel, o Touché e o dia da Semana de Vela 3:07 O vento chega sem dar tempo de reação 4:20 "O Touché soltou" 5:11 O barco na praia e a decisão de pular no mar 6:48 Água até a canela: puxar ou deixar na areia? 8:20 Ligar o motor com as baterias submersas 9:09 A cavalaria: bombas, cabos e gente que apareceu 10:00 O barco boia de novo 12:12 O diagnóstico da quilha 13:05 Tapar o rombo com o que tem a bordo 14:19 A quilha amarrada com cinta de carga 16:12 Para onde levar um barco de 14 toneladas 17:07 Poitas que não seguram, e como fazem em Ushuaia 19:23 O que falta na estrutura náutica brasileira 23:08 O que quebra o barco é a onda, não o vento 23:38 Os outros barcos: o Rusty e o Fúria 25:16 "Esses milionários" 27:20 Quando o barco é a casa e o sustento 29:11 À deriva, dependendo da ajuda de alguém 32:32 Aprender a pedir ajuda 33:58 Capital da vela: o nome e a responsabilidade 36:45 O que está mudando no tempo 38:14 Cuide-se e olhe a previsão ⛵ APOIE O CANAL O canal é mantido por quem assiste. Você pode apoiar em apoia.se/hashtagsal e entrar no grupo de apoiadores e no clube de vantagens. 🔗 REDES Instagram: @hashtagsal_oficial @sailingtouche 📍 LOCAL Canal de São Sebastião, entre Ilhabela e São Sebastião, litoral norte de São Paulo. #SAL #HashtagSal #SAL431 #vela #veleiro #navegacao #Ilhabela #SaoSebastiao #SemanaDeVela #temporal #vidaabordo #meteorologia

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